Teoria das Cordas

Ilustração "Cordas da gente" de Tami Martins para Ictus Audio

Sendo a “Vida” o filamento principal (ou a “corda interna”); ela compreenderia um simples núcleo de metal, nylon ou seda (ou até mesmo tripas) que chamamos de “alma”.

A “capa exterior” (nossos corpos) são os envoltórios feitos de metais como o aço, cobre, bronze ou mesmo a prata, que estão incumbidos de revestir a “alma”, mas são os primeiros a enferrujar com o passar dos anos.

Já a “Morte” seria o simples “tencionar das cordas”; o estudo exato do uso da cravelha ou tarraxas que nós, muitas vezes sem saber, apertamos
despretensiosamente, forçando as cordas em busca da ‘afinação exata’ com
a ‘tensão perfeita’.

Entretanto, tal teoria reside em uma “realidade” onde afinações exatas, afinadores precisos ou mesmo diapasões cromados não tendem a coexistir. Nós levando a contar apenas com nossos ouvidos, que treinamos incansavelmente buscando achar as frequências exatas para uma perfeita afinação de cada música tocada no decorrer de nossas vidas.

Mas, o que seriam essas “músicas”?

Qual seria a razão exata para a execução dessas notas ordenadas, com alturas, timbres, intensidades e durações diferentes em busca de uma melodia agradável para cada um de nós?

Bem, eu não sou físico, matemático ou mesmo cientista, mas se me perguntassem qual a resposta para a minha “teoria das cordas”, eu diria que só há uma coisa entre a “Vida” e “Morte” que chega a ser inexorável para nossa existência sem sentido.
Um aspecto muitas vezes visto como “abstrato”, mas que por si só é capaz de dar a toda uma existência um sentido pleno e concreto, mesmo que sem uma explicação exata:

O “Amor”.