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A Ictus Produtora de Áudio quer trazer opção e qualidade ao tratamento do som e à competência musical dos mercados audiovisual e musical. Através da experiência de sua equipe, com formação musical e técnica sobre o assunto, a proposta é fomentar a economia criativa de música.

  • A Ictus Produtora de Áudio sempre busca a excelência, principalmente no que tange o conhecimento necessário para chegar lá.Aron Miranda

 A Empresa

Idealizada em 2012 como uma produtora de áudio, a Ictus tem como missão a qualidade do som, música ou não, nos aspectos técnicos e artisticos. No audiovisual, a Ictus representa o Técnico de som que é responsável pela captação do áudio durante as filmagens. O produtor de foley que é responsável por produzir sons que não podem ser captados perfeitamente com as filmagens (como passos, mordidas, barulho de fogo). O Editor de som que é quem faz a filtragem do áudio captado nas filmagens, recoloca as falas, limpa ruídos e insere as dublagens, se necessário. O compositor de trilha sonora que cria as músicas para o filme e o editor de mixagem que junta todos esses canais de som (ou fontes sonoras) em um só arquivo e entrega o produto final. Na música, a Ictus atua na produção musical, composição, arranjo, gravação, edição e mixagem.

Aron Miranda

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Violonista, Professor e Compositor. Aron Miranda trabalha com Gravação, Sound Design e Trilha Original para Cinema e TV,  é formado em Música pela Universidade Federal do Pará – UFPA e especialista em Docência do Ensino Superior. Professor efetivo no CEP de Música Walkíria Lima/AP, onde em 2014 como coordenador do curso de violão fundou junto ao colegiado a 1ª Orquestra de Violões do Estado do Amapá, Orquestra Nonato Leal.

Participou de vários cursos sobre som e áudio, para citar alguns: Técnicas de Gravação, Edição, Mixagem e Masterização pelo instituto de Artes e Técnicas em Comunicação – IATEC/RJ, Capacitação Audiovisual: Reflexão e Prática Sonora com Márcio Câmara pelo SESC/AP e Produção Musical no 1º Congresso dos Estudantes de Música da Universidade Federal do Estado Do Pará – CEMUFPA. Ministrou a oficina Dramaturgia, Poética e Técnica de som para o Audiovisual pelo XI FIM – Festival Imagem-Movimento em parceria com Renato Vallone (RJ).

Foi Produtor e Idealizador do projeto Trilha em Cena: bate-papo sobre Audiovisual realizado em 2012 que discutiu a música aplicada ao cinema. Júri no 1º Festival de Bandas Marciais do Amapá – FEBAMAP em 2013.

Alguns trabalhos:

Banco da Amazônia: Segurança da informação (Institucional – 2009) – Sound Design e Composição de Trilha Original.

Icamiabas (Curtas de Animação – 2012) – Gravação, Mixagem, Foley e Sound Design.

Tu Conheces? (Curtas de Animação – 2012) – Gravação, Mixagem, Foley,  Sound Design e Composição de Trilha Original.

De fora da caixa (Curta resultado das oficinas do XI FIM – 2014) – Direção de Som, Gravação e Mixagem.

Encantes (Documentário – 2015) – Re-Edição de Som e Re-Mixagem.

Mazagão – Porta do Mar (Documentário – 2016) – Som Direto, Composição de Trilha Original e Mixagem.

Intermitências sobre Macapá (Curta – 2017) – Direção, Fotografia, Montagem, Edição de Som, Composição de Trilha Original e Mixagem.

Ilustração "Cordas da gente" de Tami Martins para Ictus Audio

Teoria das Cordas

Sendo a “Vida” o filamento principal (ou a “corda interna”); ela compreenderia um simples núcleo de metal, nylon ou seda (ou até mesmo tripas) que chamamos de “alma”.

A “capa exterior” (nossos corpos) são os envoltórios feitos de metais como o aço, cobre, bronze ou mesmo a prata, que estão incumbidos de revestir a “alma”, mas são os primeiros a enferrujar com o passar dos anos.

Já a “Morte” seria o simples “tencionar das cordas”; o estudo exato do uso da cravelha ou tarraxas que nós, muitas vezes sem saber, apertamos
despretensiosamente, forçando as cordas em busca da ‘afinação exata’ com
a ‘tensão perfeita’.

Entretanto, tal teoria reside em uma “realidade” onde afinações exatas, afinadores precisos ou mesmo diapasões cromados não tendem a coexistir. Nós levando a contar apenas com nossos ouvidos, que treinamos incansavelmente buscando achar as frequências exatas para uma perfeita afinação de cada música tocada no decorrer de nossas vidas.

Mas, o que seriam essas “músicas”?

Qual seria a razão exata para a execução dessas notas ordenadas, com alturas, timbres, intensidades e durações diferentes em busca de uma melodia agradável para cada um de nós?

Bem, eu não sou físico, matemático ou mesmo cientista, mas se me perguntassem qual a resposta para a minha “teoria das cordas”, eu diria que só há uma coisa entre a “Vida” e “Morte” que chega a ser inexorável para nossa existência sem sentido.
Um aspecto muitas vezes visto como “abstrato”, mas que por si só é capaz de dar a toda uma existência um sentido pleno e concreto, mesmo que sem uma explicação exata:

O “Amor”.

O Significado de Ictus

Ictus

  Ictus (do latim: golpe, pancada) é uma palavra que para mim representa fluidez. Em seu sentido bíblico (do grego); “peixe” me disseram. Que de fato não era o que eu tinha em mente quando pensei no que representaria a produtora; nem mesmo observei o sentido na medicina que representa um ponto onde se pode sentir o pulsar do coração: Ictus Cordis; a doença Ictus ou o sentido na poesia: “um modo de indicar uma silaba acentuada”.

  A verdade é que eu quis representar o aspecto maléavel da música e a concentração antes da primeira nota, que foge a mecânica de um metrônomo, a fluidez durante a música que vem a definir o tactus, o tempo e a eleva ao patamar de arte. “The beat before the music”, a batida (a respiração silenciosa) que antecede a música, é como a calmaria antes da tempestade ou a pausa antes do salto, um aspecto muito importante que regentes utilizam largamente. Foi assim que pensei a produtora, um espaço onde o som ganha impulso e acontece.

  “A batida e a ingestão preparatótia de ar que estabelecem tempo, caráter , estilo e poder. O impacto desse evento preparatório é fundamental, amplamente empregado na ópera, a preparação auxilia especialmente cantores e instrumentistas de sopro a preparar a entrada e qualidade de som que esses instrumentos exigem. A batida preparatória , dada simultaneamente, aparece metricamente no ponto de máxima utilidade, conduzindo a um padrão de tempo. Não pode haver uma regra fixa para a colocação métrica de tais eventos preparatórios , pois eles são específicos a cada peça de música. Scherchen , Rudolf , Leinsdorf e muitos outros têm escrito sobre como começar uma peça que começa em um ponto métrica estranho ou irregular. Há sempre mais do que uma solução prática para um problema tão grande , mas qualquer remédio irá normalmente se encontram dentro da província do próprio padrão de batida.

  No decorrer do século 20, os mecanismos de pulsação se tornaram largamente padronizados e entendidos por músicos no mundo todo. Tactus representa a ideía de um padrão central de batida regular e identificável. A noção de ictus é colocar dentro desse padrão pontos de batida visíveis que articulam esse pulso e dão algum guia para a personalidade da música. Isto é conseguido de várias maneiras , tais como um salto da mão, movimento do pulso; a sua estagnação e liberação ou a subida e descida da própria batuta. O ictus de um Legato de Wagner é profundamente diferente do de um staccato Skryabin.”

De boleros de folhetim à guturais: Uma experiência musical.

Folhetim, uma composição de Chico Buarque interpretada por Tânia Alves. Ilustração: Tami Martins.

Folhetim, uma composição de Chico Buarque interpretada por Tânia Alves. (Ilustração: Tami Martins.)

Minha casa era cheia de tendências na infância. Mas não tínhamos adoração a nada. Nem religião, nem celebridades. Tudo era deixado a minha livre escolha. Os livros eram abundantes, mas discos haviam poucos.

Lembro bem de Tânia Alves tocando, falando de amor, paixão, promiscuidade, abandono, coisas que eu não entendia, mas que gostava de ouvir porque brincava com palavras tão fortes e complicadas que só poderiam ter vindo do fundo da alma, de um amor e de um desgosto tamanho. Parecia uma dessas melodias que chora, seduz e ao mesmo tempo odeia e rasga as roupas dos amantes.

E havia Mozart, em um cd velho, meio furado, que engatava em alguns momentos, não sei que histórias tinha vivido, ou como fora parar lá, mas me enchia de caminhos na mente. Achava absurdo a música sem palavras dizer tanto, eu então, pequena vivendo entre muros altos de minha casa que achava ser o mundo todo, não conhecia a música clássica, sua história, suas vertentes. Eu só conhecia os sons, gritos de moleques, o som da voz que canta pra gente dormir, que é diferente da voz que briga quando a gente faz o que não deve. E esse cd furado era um pouco de tudo que eu quisesse lembrar até esquecer que ele tocava no rádio azul velho que havia ali.

Meus pais gostavam de Zé Ramalho, Legião Urbana, a música revolucionária do tempo deles, e sempre que ouvíamos essas músicas eu preferia aquelas que os intérpretes falavam de amor do que aquelas que falavam de um mundo ruim, uma sociedade escrota, pois não entendia que mal podia haver em um mundo em que há árvores pra subir, colos pra sentar, caracóis nos buracos dos tijolos pra mexer. Continue reading →

Apenas um músico de rua

Um homem parou em uma estação de metro em Washington DC e começou a tocar violino, era uma manhã fria de janeiro. Tocou seis peças de Bach por cerca de 45 minutos. Durante esse tempo, já que era a hora do rush, calculou-se que 1.100 pessoas passaram pela estação, a maioria deles a caminho do trabalho.

Três minutos se passaram, e um homem de meia idade percebeu que havia um músico tocando. Ele diminuiu o ritmo e parou por alguns segundos, e então correu para atender sua agenda.

Um minuto depois, o violinista recebeu seu primeiro dólar: uma mulher jogou o dinheiro na caixa sem parar, continuou a andar.

Poucos minutos depois, alguém se encostou na parede para ouvi-lo, mas o homem olhou para o relógio e começou a andar novamente. É evidente que ele estava atrasado para o trabalho.

A pessoa que prestou mais atenção foi um menino de 3 anos de idade. Sua mãe puxou-o para junto dela, mesmo assim, o garoto parou para olhar o violinista. Finalmente, a mãe pressionou, e a criança continuou a caminhar, virando a cabeça o tempo todo. Essa ação foi repetida por várias outras crianças. Todos os pais, sem exceção, forçaram-nos a seguir em frente.

Nos 45 minutos em que o músico tocava, apenas 6 pessoas pararam e ficaram por um tempo. Cerca de 20 deram-lhe dinheiro, mas continuaram a andar em seu ritmo normal. Ele recebeu US$ 32,00. Quando ele terminou de tocar e o silêncio tomou conta, ninguém percebeu. Ninguém aplaudiu, nem houve qualquer reconhecimento.

Ninguém sabia disso, mas o violinista era Joshua Bell, um dos músicos mais talentosos do mundo. Ele tinha tocado apenas uma das peças mais complexas já escritas, em um violino no valor de R $ 3,5 milhões de dólares.

Dois dias antes de tocar no metrô, Joshua Bell havia esgotado ingressos em um teatro em Boston, onde os assentos custam em média US$ 100,00.

Esta é uma história real. Joshua Bell tocando incógnito na estação de metro foi organizado pelo Washington Post como parte de um experimento social sobre a percepção, gosto, e as prioridades das pessoas. Os questionamentos levantados foram, em um ambiente comum em uma hora imprópria: Não percebemos a beleza? Não paramos para apreciá-lo? Nós reconhecemos o talento em um contexto inesperado?

Uma das conclusões possíveis a partir desta experiência pode ser:

Se não temos um momento para parar e ouvir um dos melhores músicos do mundo tocando a melhor música já escrita, quantas muitas outras coisas estamos perdendo?

Segue o link da reportagem: Aqui

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